quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mitos de consultório: dentes do siso servem apenas para infeccionar?



Os terceiros molares, comumente chamados de dentes do siso, são os últimos dentes das arcadas superior e inferior. São também os últimos dentes a nascer, geralmente em idade adulta ou próxima. Por isso, muitas vezes não encontram espaço suficiente na boca para serem corretamente acomodados.

Essa falta de espaço pode fazer com que seu aparecimento gere diversos desconfortos e problemas bucais, normalmente resolvidos com a extração. Este, por sua vez, é um procedimento rápido e simples, considerado rotineiro no consultório odontológico.

Por outro lado, a extração é tão comum entre os pacientes que faz com que eles passem a pensar que o dente não cumpre função alguma. Ou, então, que serve apenas para infeccionar, causar dor e desconfortos cirúrgicos.

Antes de qualquer coisa, vale lembrar que nenhum componente da arcada dentária existe à toa. Os quatro sisos presentes na boca fazem parte do grupo de doze dentes classificados como “molares”. Eles possuem forma arredondada, achatada e com diversas pontas aguçadas (chamadas cúspides).

Seu papel é o de triturar e moer os alimentos na fase final da mastigação, função que é cumprida corretamente e sem causar problemas à saúde bucal nos casos em que eles conseguem erupcionar normalmente. Porém, o que geralmente acontece é o siso não entrar em função, exatamente por não encontrar posicionamento e forma ideais na arcada dentária.

Embora muitas pessoas imaginem que isso aconteça por causa de uma mandíbula de tamanho inferior ao ideal, a falta de espaço para os sisos é uma consequência natural da evolução humana.

Diversos estudos apontam que, há centenas de anos, as pessoas tinham ainda mais um dente molar além do siso. Essa formação da arcada era necessária por causa do tipo de alimentação da época: os alimentos eram consumidos sempre crus, e os dentes ainda podiam facilitar tarefas do cotidiano, como partir galhos.

Com o tempo, ferramentas mais adequadas passaram a fazer parte do cotidiano, e os alimentos começaram a ser cozidos, fritos e até reduzidos a pó, o que facilitou bastante a tarefa dos dentes. Assim, o quarto molar passou a ser desnecessário, e a evolução genética tratou de eliminá-lo. A tendência é que o mesmo aconteça com o siso. Por esse motivo, muitos pacientes já nascem sem o terceiro molar.

Apenas o dentista pode diagnosticar e estudar a existência ou não dos sisos na boca dos pacientes, bem como avaliar a necessidade de remoção. A precocidade do diagnóstico é essencial para evitar problemas causados pela má erupção do siso. Por isso, não deixe de consultar regularmente o dentista.

Texto por Dra Kamila Godoy - Ortodontista da AB Saúde
Ligue e Agende a sua consulta:11 2978 4542
 http://blogkamilagodoy.com.br
www.absaude.com

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