terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mitos de consultório: o siso empurra os outros dentes?



Os terceiros molares, comumente chamados de dentes do siso, são os últimos dentes das arcadas superior e inferior. São também os últimos dentes a nascer, geralmente em idade adulta ou próxima. Por isso, muitas vezes não encontram espaço suficiente na boca para serem corretamente acomodados.

Essa falta de espaço pode fazer com que o aparecimento dos terceiros molares gere diversos desconfortos e problemas bucais. É muito comum, por exemplo, que os sisos erupcionem apenas parcialmente ou em posição inadequada, causando danos à formação dentária. Outro problema comum é permanecerem inclusos — presos sob o tecido gengival —, gerando inchaços, flacidez e até infecções na gengiva.

Em geral, todos esses casos são resolvidos com a extração, um procedimento simples, de recuperação rápida e considerado rotineiro no consultório odontológico. Apesar disso, muitos pacientes acreditam que o siso seja responsável pelo desenvolvimento de todos os problemas bucais identificados posteriormente, como se o dente pudesse causar uma verdadeira “tragédia” na arcada dentária.

Uma das crenças mais comuns entre os pacientes – e até controversa entre os dentistas - é a relação do siso com o apinhamento dentário. Acredita-se que o aparecimento do terceiro molar possa “empurrar” os dentes vizinhos, resultando em desalinhamento. Mas a verdade é que não há nenhuma comprovação científica de que o siso, sozinho, é capaz de entortar todos os outros dentes.

A maioria dos artigos e estudos sobre o assunto mostra que o terceiro molar não é o principal fator que resulta no apinhamento. Isso porque a força de erupção de um dente é muito inferior à necessária para movimentar vários dentes ao mesmo tempo. Uma prova disso é que a força aplicada pela ortodontia para conseguir a movimentação necessária da arcada é bem maior e mais incômoda do que a erupção do siso — que passa despercebida, exceto em casos de infecção.

O que movimenta os dentes é a força de mastigação e, em muitos casos, o próprio desenvolvimento da arcada dentária ao longo dos anos. A principal causa de apinhamento dos dentes é a falta de espaço na mandíbula durante a transição dos dentes decíduos – os famosos dentes de leite - para os permanentes. Isso porque a mandíbula da criança geralmente é pequena para comportar os dentes que a acompanharão durante a vida adulta.

Portanto, é preciso avaliar cuidadosamente se, de fato, os sisos precisam ser extraídos porque eles estariam entortando os outros dentes. A extração é necessária quando não há espaço na boca para o desenvolvimento completo dos terceiros molares, que ficam mal posicionados e com higienização prejudicada — daí a causa das inflamações, infecções, cáries e dores relacionadas ao siso.

Quer saber quais são as dúvidas mais comuns apresentadas no consultório odontológico? Então conheça outros mitos da saúde bucal.

Texto por Dra Kamila Godoy - Ortodontista da AB Saúde
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Dentista também aplica Botox?




Embora seja mais conhecida e utilizada para fins estéticos, a toxina botulínica — popularmente conhecida por Botox — é um complexo protéico purificado com grande utilidade para a Medicina. A substância, obtida da bactéria Clostridium botulinum, foi descoberta por volta dos anos 60. Inicialmente, ela era usada como uma alternativa para o tratamento não cirúrgico do estrabismo.

Quando aplicada em pequenas doses, a toxina bloqueia a liberação de acetilcolina, um dos neurotransmissores responsáveis por levar as mensagens do cérebro aos músculos do corpo. Consequentemente, os músculos não recebem o estímulo para contração, permanecendo relaxados e mais flexíveis. Outro resultado da aplicação é a suavização das linhas de expressão. Por isso, este procedimento é muito procurado para o tratamento estético de rugas.

Na Odontologia, a substância pode ser utilizada para aliviar as dores musculares e faciais causadas por disfunções da articulação temporomandibular, tratamento do bruxismo e correção do sorriso gengival. Todos esses problemas estão relacionados aos músculos faciais, mesmo que de forma indireta, e podem ter sintomas aliviados pela toxina botulínica.

Por um tempo, o Botox também foi utilizado por dentistas brasileiros para a correção de problemas bucais que não prejudicam a saúde oral, como assimetria facial, sulco nasolabial proeminente e aumento labial. Mas esse tipo de aplicação foi vetado pelo Conselho Federal de Odontologia por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União em 5 de setembro de 2011.

De acordo com a resolução, os dentistas podem aplicar a toxina botulínica desde que devidamente habilitados para isso e apenas em procedimentos estritamente odontológicos, e nunca para correções estéticas. Vale lembrar que, embora muitos tratamentos resultem em melhoria estética significativa, o dentista é um profissional da saúde, e não um esteticista. Portanto, não insista em aplicar a toxina botulínica no consultório odontológico apenas por vaidade.

Texto por Dra Kamila Godoy - Ortodontista da AB Saúde
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tempo seco exige cuidados com a saúde bucal



Na última terça-feira, 21 de agosto de 2012, a cidade de São Paulo entrou em estado de emergência por causa da baixa umidade relativa do ar — que chegou a 10%, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.

Apesar de ser uma característica comum do inverno nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, o tempo seco pode ser prejudicial à saúde, causando agravamento de doenças respiratórias, além de ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz. Isso acontece porque a baixa umidade causa ressecamento das mucosas e, consequentemente, desidratação corporal.

Vale lembrar que a água é um item essencial para a manutenção da temperatura normal do organismo, transporte de nutrientes pelas células, funcionamento do sistema excretor e de todos os ciclos biológicos que envolvem o corpo.

Para a saúde bucal, a hidratação corporal é fundamental para garantir níveis corretos de suplementos minerais e flúor. Além disso, o consumo de água estimula e “abastece” o processo de salivação, essencial para o controle da acidez oral, digestão alimentar, controle das bactérias e proteção dos dentes, da cavidade oral, dos revestimentos gastrintestinais e da orofaringe.

O tempo seco também pode afetar o hálito. Isso porque os problemas respiratórios causados pela baixa umidade do ar – e da maior concentração de poluição característica desse tipo de clima – geralmente agravam o ressecamento bucal. Por sua vez, isso provoca ressecamento e descamação das células que revestem a boca, causando ou agravando a halitose.

Por esses motivos, a atenção com o consumo de água é essencial nessa época do ano, garantindo que todas as necessidades do corpo sejam supridas. Tente beber, ao menos, dois litros do líquido por dia e evite exercícios físicos entre o final da manhã e o anoitecer, principalmente em ruas com grande fluxo de carros e outros locais com acúmulo de poluição.


Texto por Dra Kamila Godoy - Ortodontista da AB Saúde
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mitos de consultório: dentes do siso servem apenas para infeccionar?



Os terceiros molares, comumente chamados de dentes do siso, são os últimos dentes das arcadas superior e inferior. São também os últimos dentes a nascer, geralmente em idade adulta ou próxima. Por isso, muitas vezes não encontram espaço suficiente na boca para serem corretamente acomodados.

Essa falta de espaço pode fazer com que seu aparecimento gere diversos desconfortos e problemas bucais, normalmente resolvidos com a extração. Este, por sua vez, é um procedimento rápido e simples, considerado rotineiro no consultório odontológico.

Por outro lado, a extração é tão comum entre os pacientes que faz com que eles passem a pensar que o dente não cumpre função alguma. Ou, então, que serve apenas para infeccionar, causar dor e desconfortos cirúrgicos.

Antes de qualquer coisa, vale lembrar que nenhum componente da arcada dentária existe à toa. Os quatro sisos presentes na boca fazem parte do grupo de doze dentes classificados como “molares”. Eles possuem forma arredondada, achatada e com diversas pontas aguçadas (chamadas cúspides).

Seu papel é o de triturar e moer os alimentos na fase final da mastigação, função que é cumprida corretamente e sem causar problemas à saúde bucal nos casos em que eles conseguem erupcionar normalmente. Porém, o que geralmente acontece é o siso não entrar em função, exatamente por não encontrar posicionamento e forma ideais na arcada dentária.

Embora muitas pessoas imaginem que isso aconteça por causa de uma mandíbula de tamanho inferior ao ideal, a falta de espaço para os sisos é uma consequência natural da evolução humana.

Diversos estudos apontam que, há centenas de anos, as pessoas tinham ainda mais um dente molar além do siso. Essa formação da arcada era necessária por causa do tipo de alimentação da época: os alimentos eram consumidos sempre crus, e os dentes ainda podiam facilitar tarefas do cotidiano, como partir galhos.

Com o tempo, ferramentas mais adequadas passaram a fazer parte do cotidiano, e os alimentos começaram a ser cozidos, fritos e até reduzidos a pó, o que facilitou bastante a tarefa dos dentes. Assim, o quarto molar passou a ser desnecessário, e a evolução genética tratou de eliminá-lo. A tendência é que o mesmo aconteça com o siso. Por esse motivo, muitos pacientes já nascem sem o terceiro molar.

Apenas o dentista pode diagnosticar e estudar a existência ou não dos sisos na boca dos pacientes, bem como avaliar a necessidade de remoção. A precocidade do diagnóstico é essencial para evitar problemas causados pela má erupção do siso. Por isso, não deixe de consultar regularmente o dentista.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que causa dor de dente?



A dor nos dentes é uma das queixas mais comuns dos pacientes odontológicos. Isso porque ela pode ser causada por diversos motivos – de um simples pedaço de alimento preso na gengiva a infecções profundas na raiz dentária. Pode, também, estar relacionada a problemas extrabucais, como doenças cardíacas.

Em geral, a dor de dente aparece de um dia para o outro. Ela pode evoluir rapidamente, acompanhada por outros sintomas, como dores de cabeça, sensibilidade e desconforto para se alimentar e até dormir. Portanto, nenhuma manifestação de dor bucal deve ser negligenciada — até porque todo tipo de dor, em qualquer parte do corpo, é sinal de que alguma coisa está errada.

Para aliviar o desconforto até a hora da consulta odontológica, faça bochecho com água morna e use fio dental para remover alimentos que podem estar presos nos dentes ou gengiva.

O uso do palito de dentes não é recomendável, uma vez que ele promove limpeza incompleta, retirando apenas os resíduos de tamanho grande. Além disso, o palito pode machucar ainda mais a gengiva. Se feitos de madeira, esses objetos também podem quebrar e permanecer alojado entre os dentes, o que certamente irá causa mais dor e outros danos ao paciente.

Caso a dor seja muito forte e incômoda, tome um analgésico simples, do mesmo tipo que seria escolhido para uma dor de cabeça. Evite apelar para receitas caseiras e sem base científica e não tome medicações que contenham ação antibiótica, pois o uso incorreto desses fármacos torna as bactérias mais resistentes, o que pode complicar tratamentos de saúde no futuro.

Mesmo que a dor de dente desapareça em algumas horas, não caia na armadilha de imaginar que o problema foi resolvido sozinho. Lembre-se que a dor é um aviso emitido pelo sistema endócrino e tem como objetivo a proteção do organismo. Por isso, procure o dentista em qualquer caso de manifestação de dor na boca. Só ele está apto a determinar as causas do incômodo e indicar o tratamento adequado, se necessário.

Texto por Dra Kamila Godoy - Ortodontista da AB Saúde
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